Fernando de Noronha em 5 dias – o que fazer!

26 jun

Conforme pedido, e prometido, vamos ao próximo capítulo: O que fazer? Com quem falar? Onde mergulhar?….

Encantada com a vista da primeira praia visitada - Praia do Leão

Encantada com a vista da primeira praia visitada – Praia do Leão

“-Apenas 5 dias…hummm é pouco!!!”

Isso foi o que mais ouvimos na busca por dicas. E a cada vez que vinha esse mesmo repertório, batia aquele arrependimento de não ter “enforcado” mais 2 diazinhos para curtir exatamente tudo o que a ilha tinha a nos oferecer.

Mas já diz o velho ditado: “Há males que vêem pra bem!”.
Foi então nos preparamos minunciosamente, escolhendo a dedo cada um dos programas, já que a escolha de um significava abrir mão de outro.

O foco era mergulhar (de cilindro mesmo), e saímos de SP certos de que faríamos 2 dias de mergulho…até chegar à ilha e ver o preço (exorbitante) da brincadeira. Para nós, que já somos credenciados pelo PADI, cada mergulho, que quer dizer duas caídas de cerca de 45min. no mar, não sai por menos de 400 reais por pessoa!.

Ao tomar conhecimento disso, tudo mudou, e abrimos mão de uma tarde de cilindro, encaixando em seu lugar novas praias para mergulhar de snorkel.

Aliás, essa é minha 1ª dica, qualquer caidinha de snorkel, em qualquer canto daquela ilha, já é um programão!!! Além do visual incrível de cada uma das praias, a vida marinha é muito diversificada e está ao nosso alcance. No rasinho mesmo já é possível avistar tubarão, polvo, arraia, tartaruga, lagosta e uma infinidade de peixes, que em cardume, ficam ainda mais encantadores!

O melhor: além das taxas que você já pagou (vou falar delas já já), não é necessário pagar nada a mais por um mergulho de snorkel em qualquer uma das praias!

Cardume de peixes, que cruzou o nosso caminho, quando entrávamos no mar na praia da Conceição

Cardume de peixes que cruzou o nosso caminho quando entravamos no mar da praia da Conceição

O "amigo polvo" nas pedras a 50 metros da faixa de areia. Também nos encantou durante um mergulho de snorkel

O “amigo polvo” que encontramos em um mergulho de snorkel na Praia do Sancho

2ª dica: se você já tem uma câmera fotográfica à prova d’agua, não esqueça de levá-la. Se não tem (como era o nosso caso), não deixe de alugar por lá.

Algumas pousada oferecem o aluguel. Também é possível encontrar uma série de mocinhos oferecendo a câmera na descida para o porto, por uma diária de 50 reais. A princípio o valor assusta, mas esse susto dura só até você descobrir que cada uma das foto subaquática tiradas por um terceiro não vai sair por menos de 20 reais (CADA UMA!).

Passamos o dia brincando com a novidade, e tiramos mais de 100 fotos, uma mais incrível do que a outra. Voltamos com um CD contendo cada uma delas e com uma vontade de ter pensado nisso antes (eu teria alugado todos os dias,de tanto que valeu a pena! Aquela velha história do “vale o que custa”):

Brincando com a camera alugada

Brincando com a câmera alugada

Taxa de permanência na ilha:

Logo na chegada deparamo-nos com uma fila gigante (pelo menos às vésperas do feriado, e em pleno período de Copa – o que lotou a ilha de estrangeiros – a fila estava gigante, e bagunçada) para pagar a tal taxa, no valor de 48 reais por dia/pessoa, que serve, teoricamente, para ajudar na preservação do santuário.

Aqui fica mais uma dica: é possível pagar a taxa antecipadamente, pela internet, através do site oficial da ilha, e assim evitar a tal fila gigante.

Outra opção, que foi a nossa escolha, é pagar com dinheiro vivo, o que também oferece uma boa redução de fila.

Além dessa taxa, logo na chegada é indicado procurar um dos postos da ICMbio e pagar mais uma no valor de 75 reais por pessoa. Lá você recebe um cartão de acesso (válido por 10 dias) para visitar qualquer uma das praias compreendidas na área do Parque Nacional Marinho, que detém 70% de Fernando de Noronha, incluindo a praia do Sancho (eleita pelo TripAdvisor como a praia mais bonita do mundo!).

Essa cartão é solicitado, inclusive, para entrar no passeio de barco (conto dele no próximo post).

Vimos um grupo de turistas barrados no porto por não ter pago a tal taxa, já que não tinham conhecimento disso. Acabaram perdendo o passeio que já estava pago, e saindo de lá bem frustrados. Então “ficadica”!

 

Falando em dinheiro:

Leve, e muito!!! Dinheiro vivo mesmo. A maioria dos guias e alguns passeios, só aceitam essa opção de pagamento. Também há alguns serviços e estabelecimentos (como é o exemplo do mergulho) que oferecem um desconto significativo (mesmo!) para quem opta por pagamento em dinheiro.

Em uma ilha que não tem muita infra-estrutura, também não é muito fácil encontrar local ou mesmo dinheiro disponível para saque (passamos por isso no último dia, quando as 3 máquinas existentes na ilha estavam vazias).

 

A balada – Forró no Bar do Cachorro:

Há tempos ouvíamos falar do famoso forró do bar do Cachorro, e claro, não podíamos deixar de conhecer.

Fomos logo no primeiro dia porque sabíamos que nos dias seguintes a programação iria ser tão intensa, que provavelmente não teríamos “pique” para balada nenhuma (o forró começa quase às 11 da noite).

O lugar é simples, mas serve uma ampla variedade de petiscos e bebidas (isso é o que mais surpreendeu). Achei o cantor meio mais ou menos, um pouco desafinado, mas depois da terceira caipirinha isso nem incomoda tanto…rs

Com cantor desafinado, ou não, sei que dancei muito e valeu a pena conhecer o local!

 

Ilha tour (tão intenso que vou finalizar o post com ele!):

Indicado logo para o primeiro dia, já que o intuito é ter um “overview” das praias.

Eu, que sou um pouco traumatizada com o esquema “city tour”, resisti um pouco até aceitar experimentar o tal passeio, com duração de 8 horas, acompanhado por guias, em um bugue (principal meio de transporte na ilha) ou caminhonete 4X4 (falando assim não parece muito atraente, não?!).

Foi tudo muito válido, a começar pelos nossos guias que eram fantásticos, bem humorados (mesmo às 6 da manha), entendiam super bem de mergulho (melhores pontos, como proceder, equipamento, passaram horas conduzindo muito bem nosso grupo de 9 pessoas na exploração dos mares de Noronha), e de cada detalhe daquela ilha. Indico super a dupla Márcio e Cosme (esse último ainda é bilingue, caso alguém precise):

Márcio - que nos guiou por 3 dias pelos caminhos de fernando de Noronha

Márcio – que nos guiou por 3 dias pelos caminhos de Fernando de Noronha

A primeira parada foi para alugar máscara, snorkel, nadadeiras e colete (indicado para crianças ou para quem não tem muita habilidade com o mar, já que alguns dos mergulhos de snorkel duram quase 1 hora e avançam para uma parte mais funda do mar).

Então seguimos até as duas praias do mar de fora (lado voltado para o oceano), Sueste e Praia do Leão. Lindas e paradisíacas, mar azul. Entre outubro e março são points de mergulho para avistar filhotes de tubarões e tartarugas gigantes.

No inverno a direção do vento não favorece o mergulho, deixando o mar mexido e com muita correnteza, então acabamos não conhecendo as profundezas desses mares:

Vista da Praia do Leão - que recebe esse nome por conta da ilha (essa mais a esquerda) que tem o formato de um leão marinho deitado

Vista da Praia do Leão – que recebe esse nome por conta da ilha (essa mais a esquerda) que tem o formato de um leão marinho deitado

Partimos daí direto para o Porto de Santo Antônio, nosso primeiro mergulho de snorkel.

Sim! Para mim também soou um pouco estranho: “tanta praia linda para mergulhar, vamos estrear bem em um PORTO?!”

Mas, acreditem, até mesmo o porto de Fernando de Noronha é bonito:

Porto de Santo Antônio, que a 100 metros da areia tem um navio naufragado que virou atração de mergulho

Porto de Santo Antônio, que a 100 metros da areia abriga um navio naufragado – atração de mergulho

Exploramos o naufrágio do Porto, onde conhecemos as primeiras tartarugas, arraias, lagostas e tubarões da viagem.

Seguimos daí direto para o mar de dentro (aquele voltado para o continente), a começar por uma das praias mais famosas da ilha: Cacimba do Padre.

É lá que fica o famoso “Morro Dois Irmãos”, cartão postal da ilha. Também é esse o palco de famosos campeonatos de surfe que acontecem de dezembro a março, com ondas que chegam a 7 metros.

Tiramos muitas, mas muitas mesmo, fotos do cartão posta, de todos os ângulos, e almoçamos nas cabanas que ficam por lá. Local bem roots, chão de terra, mesas e bancos de madeira, bem “cabana do surfe”, não tinha nem banheiro no local, mas serviam um peixe fresco, preparado na brasa, envolvido na folha de bananeira, com molho de camarão e uma farofa caseira. Delicioso! Um dos melhores almoços que provamos na região!

Como o prato demora (e muito) para sair, já fizemos o pedido logo na chegada, e então seguimos para o nosso segundo mergulho. Baía dos Porcos, interligada à Cacimba do padre por um mirante (camarote para as fotos do Morro Dois Irmão) e uma trilha de cerca de 100 metros de pedras soltas de origem vulcânica, uma bela paisagem:

Trilha entre a Praia Cacimba do Padre a a Baía dos Porcos

Trilha entre a Praia Cacimba do Padre a a Baía dos Porcos

Para mim, esse foi o nosso melhor mergulho de snorkel, nadei bem ao lado de uma arraia de cerca de 2 metros de diâmetro (sim, confesso que morri de medo, ainda mais quando ela subiu em minha direção, o que, segundo o guia, é raríssimo acontecer porque sua característica é ficar próxima ao solo). Também aí fascinei-me com um coral de fogo, e quase me queimei, não fosse o guia a descer ligeiro atrás de mim para segurar a minha mão curiosa que já ia lá sentir a textura daquele coral vermelho e dourado, que solta um veneno queimando a nossa pele como uma água-viva.

Aprendi, e fica mais uma dica, que para os mais experientes não é novidade: durante o mergulho não é recomendado encostar em nada, já que pode queimar, cortar ou reagir (sim, algumas espécies marinhas sentem-se ameaçadas quando tentamos tocá-las e é então que nos atacam – é o caso da arraia e do tubarão).

Finalizamos o dia com o nosso terceiro mergulho, agora na praia mais linda do mundo, praia do Sancho, que contempla 3 mirantes: um com vista para a Baía dos Golfinhos, outro com vista para a própria praia do Sancho, e o último, mais à direita, com uma linda vista para a Baía dos Porcos e o Morro Dois Irmãos.

A descida para o Sancho é uma escadaria maluca, vertical no meio de uma gruta, outro visual maravilhoso. A princípio assusta, mas na prática não é tão radical quanto parece!

Conjunto de escadas que compõem a trilha de descida (ou subida...ufa!) da Praia do Sancho

Conjunto de escadas que compõem a trilha de descida (ou subida…ufa!) da Praia do Sancho

Escolhemos esse mergulho ao invés de ir contemplar o pôr do sol no Forte do Boldró (que é, tradicionalmente, o ponto final do Ilha Tour).

Achei a escolha bem válida! Além de avistar um por do sol incrível por diferentes ângulos (em cada um dos mirantes e finalizando de dentro do mar, no pós mergulho, nos brindando por um dia tão incrível), nesse horário a praia fica deserta (não são todos que têm coragem de enfrentar a gruta de descida no escuro, com a ajuda da lanterna do celular), o que a deixa ainda mais bonita!!!

Sol se pondo no mar da praia do Sancho após o nosso mergulho

Sol se pondo no mar da praia do Sancho após o nosso mergulho

Pôs do sol visto do Mirante do Sancho

Pôs do sol visto do Mirante do Sancho

E assim finalizamos o primeiro dia de Noronha, após um passeio que durou mais de 9 horas, e onde não notamos o tempo passar.

Eu realmente me surpreendi por não ser tão cansativo como eu esperava. Foi mesmo é muito intenso e gratificante. Digo ainda que foi um dos melhores programas que fizemos na ilha (junto à trilha dos Abreus, mas esse é assunto para o próximo post…).

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Uma resposta to “Fernando de Noronha em 5 dias – o que fazer!”

  1. Ju Costa 27/06/2014 às 17:06 #

    Olá! Eu vim avisar que o meu blog que você acompanhava no wordpress agora é jufrufru.com. Estou muito feliz com a conquista, não deixe de passar lá pra conferir as novidades.
    Grande beijo e forte abraço!

    Ju Frufru
    jufrufru.com

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