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As eternas pérolas…

3 jul

Sou loucamente apaixonada por elas!!!

Talvez por ser um clássico, eterno, sempre em alta, e que vem com aquele selo: “elegância garantida”. Ou talvez por ser a marca registrada de uma das personalidades de moda que mais me inspiram até hoje, Mademoiselle Chanel!!!

Look atual com as eternas pérolas (esse modelo, especificamente, um clássico dos anos 20)

Look atual com as eternas pérolas (esse modelo, especificamente, é um clássico dos anos 20)

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Museu Gucci – JK Iguatemi

16 jun

Chega de look verde e amarelo (pelo menos por enquanto….), e vamos direto do Brasil lááááá para a Itália. Ou melhor, vamos trazer um pedacinho da Itália direto pra cá…

Foi exatamente isso o que a Gucci fez, trazendo parte do acervo de seu Museu em Florença para uma exposição em SP:

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“Qualidade é lembrada muito tempo após o preço ter sido esquecido”

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Museu da Moda de Canela – o achado da vez!!!!

6 maio

Nossa, eu estava tão ansiosa para esse post!!!

No último feriado em Gramado (mais especificamente em uma das “fugidinhas” até Canela), dei “de cara” com um dos poucos museus de moda existentes no BRA.

Foi mesmo surpreendente porque, na chegada à cidade, ao buscar informações sobre locais turísticos, me falaram do museu do automóvel, do de cera, do da Harley, mas ninguém, nem sequer, citou sobre o tal Museu da Moda (será que porque é um assunto muito específico?! Mas é cultura, não?!), o MUM.

Fiquei “bestificada” logo na entrada super imponente:

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A entrada custa R$ 35 reais (estudantes pagam meia) e durante todo o passeio há acompanhamento de uma guia do museu.

O saguão de entrada é encantador, ricamente decorado, com espelhos barrocos e lustres imperiais de cristal, tudo muito caprichado:

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No cantinho do saguão fica uma bar, aconchegante e lotado de cervejas artesanais, com certeza uma estratégia para acalmar os maridos que, por livre e espontânea falta de opção, acompanham suas lindas esposas no passeio.

As catacras da entrada, também trabalhadas em seus detalhes, têm como base pés originais de antigas máquinas de costura Singer (em uma rápida conversa com a curadora do Museu, eu soube que foi uma batalha encontrar esses pés, que apoiam não só as catracas da entrada, mas também as mesas do tal bar no saguão, ao todo devem ser quase 20 pés, não exatamente iguais, mas todos muito similares):

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Ao chegar na área de exposições, mais uma surpresa! Eu, que achava que encontraria apenas elementos da moda mais moderna (a partir do século XX), quase chorei de emoção quando me deparei com réplicas de quitons, togas e de roupas da antiga pérsia e do império Bizantino:

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Devorei, com os olhos, cada fenda, cada plissado (alguns feitos manualmente), cada bordado com fios de ouro, cada debrum, cada pedacinho da mais pura seda e linho que retratavam, muito fidedignamente, a época a que se referiam (sem falar nos cenário de cada vitrine, ambientados para representar a época, alguns com objetos de decoração originais, doados ao museu. Um deles é uma lareira do final do século XVIII):

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(E confesso que pensei muito naquele barzinho da entrada, que entreteve, muito bem, o meu marido durante as 2hs30 que eu me deleitava naquele mundo mágico! – santo bar!)

Quando entramos na década de 90 a presença de peças originais era mais forte. Emocionante! Havia, inclusive, uma área inteira dedicada à vestidos usados por Lady Di em eventos especiais e arrematados, em leilão, pela idealizadora do Museu.

O mais engraçado foi encontrar um acessório (casquete) da década de 20, exatamente igual ao que mandei confeccionar para o meu casamento, há 9 anos atrás (o meu vestido de noiva foi inspirado na década de 20):

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Para finalizar, no saguão anexo, havia um pouco da história da estilista idealizadora do museu, Milka Wolff, e algumas exposições, que, pelo que eu entendi, são temporárias.

Naquele momento estava acontecendo uma exposição de miniaturas de réplicas de vestidos de noiva de personalidades famosas, roupas de bonecas feitas por grifes internacionais, e, a que mais me encantou, vestuário feito com reaproveitamento de materiais:

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O preto é uma espécie de crochê feito com aquela fita preta dos antigos Vídeos VHS e fitas K7 (quem lembra disso?!) e no laranja foram tricotados saquinhos de supermercado. Se não me engano, levaram, respectivamente, 125 horas e 48 horas para serem confeccionados.

Vistos ao vivo são ainda mais incríveis!!!

Isso me lembrou muito um trabalho que expus no SENAC em 2009. Um vestido que criei e confeccionei com dezenas (talvez centenas) de CDS descartados (formais mais ou menos 50 horas para a confecção):

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Talvez por isso foi a parte que mais me chamou a atenção nesse saguão anexo! Mas, no geral, era tudo muito rico em detalhes e com muita história.

Realmente um passeio que eu fortemente recomendo às amantes de moda e de história!!!

A polêmica do jacquard…

28 abr

Sou loucamente apaixonada pelo tecido, por seus detalhes, e pela referência que ele traz dos “tempos da realeza”. É engraçado, mas esse “quê” meio barroco característico do tecido, lembra-me muito aqueles vestidos da aristocracia européia do século XVIII (sou mulherzinha e ainda me encanto com as roupas das princesas e rainhas do passado!).

Comemorei ao notar que a influência barroca voltava forte, nas últimas estações, em peças bordadas e no reaparecimento do jacquard! E, como não poderia deixar de ser, morri de paixões por uma certa calça flare:

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Minha vontade era logo já comprar o conjunto calça+blazer, mas a minha parte conservadora (ela é bem mínima, mas existe), segurou-me!

E foi bem engraçado que ouvi de tudo: enquanto alguns amaram a tal peça (e ela, de fato, não passa despercebida, portanto serve para aquelas ocasiões que “ser discreto” não é mesmo a intenção), outros falaram que parecia o tapete de casa e coisas e tal (óbvio que esse extremo veio do marido “brincalhão).

E vocês? O que acham das peças de jacquard? São do time do “amam” ou “odeiam”? Usariam?

Em busca do aconchego…

1 abr

Analisando os primeiros desfiles dessa temporada do SPFW, já percebo que nosso próximo verão vem cheio de conforto (sim, aplausos!).

Tecidos mais leves e fluidos, muita seda e um material mais natural, em geral, prometem lotar nossas prateleiras no próximo verão.

O look do dia foi seguiu o mesmo caminho, “em busca do aconchego”:

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Vestido com corte em “A” (lembra muito aqueles modelinhos que marcaram época nos anos 60, usados pela Twiggy, sabem?), em algodão, bem soltinho, perfeito para quem pede conforto.

Na verdade, não fosse pelos acessórios marcantes (sapato, bolsa, pulseiras), poderia passar até por um camisola, tão “à vontade” que é, não?!

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Algo de anos 20…

17 fev

Aproveitando a volta dos body’s (já contei sobre a tendência aqui no blog, logo no comecinho do ano, em “Olha os body’s aí outra vez!!!”) para criar um look clean e elegante, abusando do nude, dourado e preto:

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As cores e a saia plissada me trouxeram alguma marca de anos 20 no look, não acham?

Sempre gostei da moda dos anos 20, e, recentemente, descobri que essa foi a década das festas e das mulheres, que “ganharam o direito de trabalhar”, de encurtar seus vestidos para mostrar as pernoquitas, e de cortar seus cabelos.

Década do corte “Chanel”, que ganhou esse nome por conta da própria, que surgiu, no mesmo período, no cenário da moda.

No pós-guerra, a mulherada passou a ser maioria e, como muitas perderam seus maridos, assumiram a frente da casa e, enfim, de suas vidas.

Foi aí que entendi o porquê dessa minha paixão pelos anos 20!

Vestidos que modelam…

14 fev

Essa semana fiquei hipnotizada com o desfile de Diane Von Fustenberg, que certamente já entrou para a minha lista de melhores da temporada de Nova York.

Ela fez uma homenagem aos Wrap Dresses’s (mais conhecidos, aqui, como “vestido transpassado”), peça que consagrou a estilista e, esse ano, completa 4 décadas:

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40 anos!!! Mais atual e em forma impossível, não?!

Repararam como a peça tem um super poder de modelar o corpo? Afinando a cintura, valorizando quadril e colo (com o decote V formado pelo trabspasse).

Passados 40 anos, continua sendo sinônimo de classe, elegância, e feminilidade, e foi exatamente esse mood, de celebração, que a estilista trouxe para as passarelas:

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Eu ainda não tenho o meu Wrap Dress, então busquei a mesma valorização das formas femininas através de outro vestido, também com o decote V e cintura marcada, mas com o quadril mais estruturado (modelagem que eu mais me identifico):

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E nesse calor, a única dica que posso dar é: abusem de seus vestidos mulheres…além do conforto, eles nos valorizam!

Listras+Pied de Poule

12 fev

Sou aficcionada pelo lado lúdico da moda! Pelas cores, formas, estampas e por tudo que nos faz pensar, inventar e testar…

Talvez derive daí essa minha “paixão louca” pelo mix de padronagens:

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Adotei aquela tal tática do ton sur ton (já falei dela algumas vezes aqui no Entre Rendas e Poás) para brincar, e mixar, a risca de giz do short cinza (tão discreta que na foto torna-se imperceptível, mas ela está lá, eu juro!) com o tricot de listras diagonais e o laçarote de pied de poule nos novos cabelos curtos.

Por falar em pied de poule, esse clássico, que já foi sinônimo de aristocracia, e eternizado por Coco Chanel na década de 20, quando a fofa trouxe para os seus tailleurs uma padronagem que, até então, era tipicamente masculina (e mais uma ver “um brinde a Chanel!): preparem-se, no que depender do que está rolando lá fora, vamos ter uma overdose de “pés de galinha” (tradução da palavra francesa) por nossas ruas no próximo inverno, mas esse é assunto para um próximo post…